Restaurante
Traditional Restaurant

    

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Realçando alguns aspectos e pormenores, pretendemos fornecer algumas pistas que satisfarão várias curiosidades de que ouvia falar os seus avós, quando estes recordavam velhos tempos.
Logo à chegada uma bandeira, sinal antigamente usado, servia para informar o moeiro, que havia grão para moer, que em caso de ausência evitava desvios e perdas de tempo. Esta bandeira neste momento identifica o restaurante.
Depara-se-nos o chafariz com o bebedouro para o gado, tanque de sobras,  pias de lavar roupa e até a arquinha.
Palheiro, um de colmo para todas as alfaias, carros e outros amanhos de trabalho na terra, comida seca para as reses e arribana com as diferenças de abrigo para o bovino e para o cavalo; outro, de pedra e telha, " o palheiro da eira " com os trilho, forquilhas e suas portas rústicas com fechos de madeira.
 

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Ao lado da eira ensaibrada. 
Bem perto a velha serração e várias pedras de utilidade como a de saltar para a montada. 
Franqueando o portão com aldraba de martelo, origem do nome da Quinta, pode o visitante observar no páteo a burra de milho, casa do cão, defensas para os ratos, réplicas das caixas onde se exportava a laranja, amanhos de forno, caniços de pesca e gaiola pendurados no beiral, também este com as respectivas calhas em madeira para conduta e aproveitamento da água para os talhões. As portas e janelas à moda antiga com as suas tramelas, fechos "picaportas", fechaduras de madeira e ferro, dobradiças, chapuchos e lemos assim como as trancas, tudo de diferentes modelos colocados nos locais e posições correctas para utilização eficiente. 

 
Passando o pátio, e para lá da casa do forno onde vivia o quinteiro, depara-se-nos o curral das galinhas e o do porco, mais uma vez, com todos os detalhes. Logo junto, a casa dos coelhos, com as suas coelheiras de barro e de madeira. Adiante a casa onde existiu a atafona, com o seu pombal mais tarde transformada em casa de despejo. 
Daqui pode prosseguir-se através das veredas para os serrados da quinta, com as culturas tradicionais e onde ainda abundam laranjeiras, nespreiras, macieiras e outras variadas árvores de fruto, plantas medicinais e cheiros ou condimentos e toda a vegetação que liga o pomar à mata; as colmeias, os espantalhos e todos os pormenores incluindo a zona de plantas decorativas e flores.

 
Rodando para o lado da cisterna, com grande eirado de captação, atingimos as pias de lavagem com condutas em barro que vêm da cisterna conduzindo as águas. 
À nossa frente a "casinha" nome comum das latrinas, construída à beira da casa e perto da porta da adega. 
Entrando por esta, depara-se-nos a dependência de fabricar e armazenar o vinho. Aqui sobressaem a janela de arejamento, lagar restaurado com prensa, moenga, balseiro, pipa, meia pipa e 

 
barris encanteirados, o funil e pote em madeira de cedro do mato, as "adornas", o tabuleiro de escolha da uva a servir de mesa como, na hora da refeição era usado durante a vindima, saca de retalhos e cestas de farnel, garrafões, botijão de barro, peça que trazia os químicos e tratamentos e depois servia para a aguardente e também o alambique em cobre. Mobiliário de bancos e cepos que serviam de apoio às tarefas ligadas à vindima.

 
Enfim, uma adega pronta a funcionar e da qual se sai para a casa de encaixotar laranja através da porta de pião. 
Nesta dependência, podemos reparar no candeeiro de iluminar o caminho, o bordão o as cabaças com o sedanho feito de pêlo das crinas e rabo dos animais logo junto à entrada principal. A amassaria e o escorre-loiça encostados ao frontal com todas as peças de serviço de cerâmica regional feita e pintada à mão com os pigmentos da época azul e vermelhão, o cepo de cortar as carnes junto da chaminé de derreter os brancos e fumeiro e todo o instrumental usado na matança do porco. A capoeira, o armário e as lampareiras com chaminé em cano de barro tudo em nichos de parede, as molduras com imagens de Santos e fotografias encaixadas da família, os cabides em galho, a espingarda de caça com polvorim em corno, o balaio, o joeiro e a peneira.

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