O mobiliário: às mesas diversas desde as gavetas até às mesas pé de lira, as cadeiras de sole ou de laranja nas costas, os vários modelos de tamborete com e sem costas, o arcabanco, os bancos de matança, a caixa dos panos com os sacos de linho cru e as medidas de cereais em cedro do mato da rasoira à maquia. 
Sótão ou falsa com acesso em escada de madeira onde se podem ver a viola da terra e o violão e vários arrumos de uso menos frequente.

 
A iluminação tocando em várias épocas, apresentando desde grizetas, candeias, lanternas diversas, candeeiros de petróleo com chaminé já em vidro, até à electricidade aplicada como nas primeiras instalações com fio torcido com suportes e interruptores em loiça e candeeiros da mesma época. 
Sobre as mesas, as toalhas e guardanapos de tear manual, a louça do serviço e os talheres encaixados em madeira e corno. 
Enfim tudo o que fez parte do quotidiano de uma propriedade rural, com a preocupação etnográfica e cultural que são o melhor complemento para os deliciosos manjares aqui produzidos,

 
 
com verdade absoluta, cozinhados a lenha, e onde até o pão de trigo ou milho são produzidos diariamente na casa. 
Como prova de garantia da componente gastronómica, referimos que o nosso  pessoal a nível de copa e cozinha têm uma formação tradicional feita da experiência adquirida ao longo dos anos tendo começado como ajudantes dos próprios pais nas festas de freguesia à volta da Ilha, que têm vindo a adaptar-se às nossas formas de servir a culinária tradicional, pensamos que, sendo este Restaurante um Centro Gastronómico de Cozinha Tradicional não poderíamos encontrar melhor para confeccionar as refeições dos nossos avós da forma mais antiga. 
Esta Casa Etnográfica onde também se come à boa maneira Açoriana, mais conhecida pelo Restaurante Tradicional da Quinta do Martelo, já conquistou vários prémios em concursos Gastronómicos destacando-se a título de exemplo: O concurso de nível Nacional denominado " Gastronomia Património Nacional " onde ficou classificado em 1º Lugar na categoria de Sopas e Entradas, obtendo também o 3º Prémio na categoria de Peixes. No Concurso de Gastronomia dos Açores apresentando pratos que fazem parte do seu cardápio diário, obteve várias posições destacando-se o 1º e 2º lugar tendo recebido também várias Menções Honrosas.

 
A Cozinha Tradicional Terceirense, como todas as formas de alimentação tradicional do povo rural, baseia-se no pão e na agricultura de subsistência, enriquecidos pelo sempre fiel porco e derivados ou, junto à costa, pelo complemento de peixe.
Vaca, galinha e ovos são coisas que se comem em dia de festa.
Pois é: a nossa ementa é formada em maioria pelos pratos de dia de festa.
Estes não tinham acompanhamento.
Para esse efeito, servimos ao gosto do cliente o que este desejar: inhame, batata doce, batata frita, arroz ou saladas e será aconselhado pela experiência da nossa casa o que cairá bem com o prato escolhido.
Também a Ementa Turística teve a preocupação de aconselhar uma refeição tradicional de uma casa rural abastada no século passado sem ser em dia de festa. Essa era a ocasião especial.
Todos os nossos pratos tradicionais são confeccionados a lenha (tão bem como faziam os nossos avós).
E até o "couvert" é constituído pelos petiscos tradicionais das touradas e das festas populares.



 
 
 

Quinta do Martelo represents our attempt to rebuild a wide array of aspects related to an authentic rural environment: from construction and decorative elements to gastronomy, customs traditions and festivities. 
We offer our visitors the genuine ambience of a traditional island home in the latter two centuries. 
The following description is intended as a helpful guide for our guests in discovering the cultural richness show here. Some may well encounter examples of things recalled by their grandparents in reminiscing about the "good old days". 
Upon arrival, you will find a flag, used in the past to inform the miller, there was grain to be grinded, in its absence avolded detours and time losses. Today it is used to identify the restaurants. You will see the water fountain with its watering place for cattle, the tank for left-overs, stone laundry washing-tubs as well as the tiny water passage "arch". 
Two storage sheds, one, a thatch-covered building for farming tools, carts and agricultural implements, fodder for cattle, separate barnyards for cattle and horses. The other building, of

 
stone and tile, is the "thresing-floor". 
Next, the old hand mill and several stones of practical use such as the stone used to mount horses. 
The entrance gate, with its large door knocker in form of hammer, (whence the farm`s name) opens on to the farm yard with a triangular wooden maize (corn) - storing structure, dog house, rat traps, replicas of wooden orange fruit crates whichwere used for export and shipping of oranges in the last century. Also, wood-burning oven implements, fishing-rods and cages hanging from the roof edge with its wooden gutters to collect rain water stored in the water pots. 
The doors and windows are just as they were in those days with wooden bolts, latches, door handles, wood and iron locks as well as bars, all of which are correctly place and positioned for efficiency. 
On the cistern side, the washingtanks with clay gutters bringing water from the cistern.

 
Across the farmyard and beyond the oven-house where the farm-hand lived, you can see the chicken pens and piggery. Close to it, the rabbit-house with its rabbit-warrens made of clay and wood. 
Ahead, lies the house where the hand-mill existed with a pigeon-house later transformed into a storage area. 
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