A amassaria
e o escorre-loiça encostada ao frontal com todas as peças
de serviço de cerâmica regional feita e pintada à mão
com os pigmentos da época; azul e vermelhão, o cepo de cortar
as carnes junto da chminé de derreter, o banco, o fumeiro e todo
o instrumental usado na matança do porco.
A copeira, o armário e as lampareiras com chaminé
em cano de barro, tudo em nichos de parede, as molduras com imagens de
Santos e fotografias encaixadas da família, os cabides em galho,
a espingarda de caça com polvorinho em corno, o balaio, o joeiro
e a peneira.
O mobiliário: as mesas diversas
desde as gavetas até ás mesas de pé de lira, as cadeiras
de sol ou de laranja nas costas, os vários modelos de tamborete
com e sem costas, o arquibanco, os bancos de matança, a caixa dos
panos com os sacos de linho cru e as medidas de cereais em cedro do
mato da rasoira à maquia.
Sotão
ou falsa com acesso em escada de madeira onde se podem ver a viola da terra,
o violão e vários arrumos de uso menos frequente.
A iluminação tocando em várias épocas, apresentando desde grisetas, candeias, lanternas diversas, candeeiros de petróleo com chaminé já em vidro, até à electricidade aplicada como nas primeiras instalações com fio torcido com suportes e interruptores em loiça e candeeiros da mesma época.
Sobre as mesas, as toalhas e guardanapos de tear manual, a louça do serviço e os talheres encaixados em madeira e corno. Enfim, tudo o que fez parte do quotidiano de uma propriedade rural, com a preocupação etnográfica e cultural que é o melhor complemento para os deleciosos manjares aqui produzidos, com verdade absoluta, cozinhados a lenha e onde até o pão de trigo ou de milho são produzidos diariamente na casa.
Bom apetite.
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