Daqui, pode prosseguir-se através das veredas para
os serrados da quinta, com as culturas tradicionais e onde ainda abundam
laranjeiras, nespereiras, macieiras e outras variadas árvores de
fruto, plantas medicinais cheiros ou condimentos e toda a vegetação
que liga o pomar à mata; as colmeias, os espantalhos e toldos os
pormenores incluindo a zona de plantas decorativas e flores.
Rodando para o lado da cisterna, com grande eirado de captação,
atingimos as pias de lavagem com condutas em barro que vem da cisterna
conduzindo as águas. À nossa frente, a "casinha", nome comum
das latrinas, construída à beira da casa e perto da porta
da adega.
Entrando por
esta, depara-se-nos a dependência de fabricar e armazenar o
vinho. Aqui sobressaem a janela de arejamento, lagar restaurado com prensa,
moenga, balseiro, pipa, meia pipa e barris encanteirados, o funil e pote
em madeira de cedro do mato, as "adornas", o tabuleiro de escolha da uva
a servir de mesa como, na hora da refeição era usado durante
a vindima, saca de retalhos e cestas de farnel, garrafões, botija
de barro, (peça que trazia os químicos e tratamentos e depois
servia para a aguardente), e também o alambique em cobre.
Mobiliário de bancos e cepos que serviam de apoio
às tarefas ligadas à vindima. Enfim uma adega pronta a funcionar
e da qual se sai para a casa de encaixotar laranja através
da porta de pião.
página
seguinte / next page
página inicial